26 dezembro 2005

Mediunidade e a saúde

“E na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo,
senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto
pacífico de justiça nos exercitados por ela” – Paulo. (Hebreus, 12:11)


Em 1857, quando foi lançada a base do espiritismo, através do Livro dos espíritos, uma das maiores críticas que se tentava fazer, era associar a loucura com o estudo do espiritismo, como se uma vez adentrando o mundo imaterial, abrisse-se uma porta para que entidades malévolas viessem prejudicar o aspirante a espírita.
Talvez por isso, o Livro dos Médiuns tenha saído em 1861, antes do Evangelho segundo o espiritismo, que só foi concluído em 1864. Nele Kardec, de forma brilhante, nos dá o ensino especial dos espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o mundo invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que se podem encontrar na prática do espiritismo, deixando claro que se a mediunidade equilibrada se relaciona a alguma coisa, é com a cura, com o restabelecimento da saúde, e nunca com a doença, até porque o médium entra em contato com espíritos obsessores, mas também sente mais a presença dos mentores.
Infelizmente, esse preceito não vem sendo respeitado, principalmente por aqueles que mais compromisso tem com a doutrina. Milhares de pessoas, reencarnaram nesse fim de século para exercer na plenitude a mediunidade. Compromisso sublime que na maioria esmagadora das vezes, vem para os incautos, para os renitentes, a mediunidade pode se transformar num escoadouro maravilhoso das energias que armazenamos por milênios em nosso psiquismo, tornando-se desnecessário o que Ramatís chama de verter para a carne, ou seja, o uso ético da mediunidade, de forma caritativa e equilibrada pode afastar do médium grandes provações no futuro.
No nosso grupo mediúnico em Goiânia, há quase 18 anos mantemos trabalhos semanais de desobsessão e não é incomum que espíritas, candidatos a médium nos procurem com doenças graves, e quando o processo se aprofunda, vemos que uma das grandes causas dessas doenças é justamente a fuga da proposta encarnatória.
André Luiz, através da excelente mediunidade de Chico Xavier, nos narra em Os mensageiros, o triste reconhecimento de pessoas que vieram para trabalhar mediunicamente nos mais diversos campos, e que se deixaram arrastar por desculpas esfarrapadas, terminando a jornada terrena em profundo desencanto.
O que acontece é que o futuro médium vem com uma carga extra de ectoplasma. O fato de não usar essa energia, fugindo de sua proposta como trabalhador, acaba por provocar doenças físicas. Em alguns casos é bem direta a relação entre fibromialgia, ou artrite com o acúmulo de energia no duplo etérico. Em outras vemos a associação com doenças neurológicas tipo esclerose múltipla.
O desenvolvimento da mediunidade e a atuação do espírita consciente como médium, seja passista, de incorporação, doutrinador, sensitivo, psicografo e outros, é uma tarefa árdua, mas que com certeza traz inúmeros benefícios. Muitas pessoas se perdem no início, temendo o julgamento da sociedade. Outros acham que o estudo é desnecessário, acabando por tornarem-se curadores, e outro tanto, após passar por provações enormes e chegar a um bom nível de desenvolvimento mediúnico, acabam por tropeçar no orgulho, achando-se os próprios missionários de Deus na Terra, esquecendo dos compromissos referentes a paciência, caridade e humildade. Mas co certeza, aqueles que persistem, exercendo com fé e coragem, atingem um grau de felicidade que muito dificilmente poderemos entender.
Se encontramos com algum evangélico na rua, é provável que ele queira nos doutrinar, mas os espíritas sempre dizem que estão tentando ser espíritas! Já é hora de levarmos mais a sério a doutrina libertadora. Chega de postergar o trabalho mediúnico. Mãos a obra. O tempo urge!

6 comentários:

Carlos, Rejane e Ana Carolina disse...

Amigo Sérgio

Não levava tão a sério esse negócio de mediunidade embora, sabia de sua existência. Comecei então a descobrir o porquê da mediunidade. O que era mediunidade? Que benefícios elas nos trás? Porque me acontecia fatos de cura com seres humanos e espíritos? Porque aparecia espíritos para tratamento? e por aí vai...
Busquei fazer pesquisas em livros de apometria para poder identificar o que estava acontecendo. Desde então comecei a por em prática minha mediunidade, um tanto quanto amendrotado pela inexperência. Com o passar dos tempos, achei muito gratificante em acolher os irmãos em vida e os que estão fora dela.
Deixo aqui minha alegria em dizer que a mediunidade só é perfeita quando doamos amor a si e ao próximo.

Carlos Eugênio

Perillo José disse...

A mediunidade constitui-se numa oportunidade que nos é dada por Deus para resgatarmos todas as nossas pendências de existências pregressas. Não é preciso ter mediunidade ativa para perceber como pessoas sofrem em função de coisas que ficaram por resolver. Assim, surge a mediunidade que desvela os mistérios da existência humana nos diversos planos.
É preciso que saibamos aproveitar bem esta oportunidade para resgatarmos nossos débitos. Como bem diz André Luiz em determinado ponto do livro de sua lavra e psicografia de Chico Xavier -"Nosso Lar": "Felizes daqueles que podem pagar suas dívidas..." FElizes somos nós que também recebemos esta dádiva, esta missão e este dom, que é a nossa mediunidade, que deve ser posta a serviço do bem, em nome de Jesus e dos Espíritos Superiores.

Anônimo disse...

Gostaria de demonstrar a minha aflição. Sou de Belém do Pará e aqui temos um centro espírita de renome o qual eu achava o mais sério de todos, mas encontrei um problema sério e gostaria de pedir a vcs que me ajudassem a resolvê-lo. Atualmente existem coordenadores que se preocupam mais com arrecadação de dinheiro para patrocínio de festas ou lanches do que ajudar as pessoas, médiuns ou não, que procuram o lugar em busca de ajuda. Darei um exemplo: Um amigo que há muito tempo estuda o espiritismo teve sua mediunidade "bloqueada" por questionar as respostas de uma coordenadora sem preparo nem argumentos para o cargo, pois sempre que discordava com argumentos, comprovados por livros publicados, era severamente repreendido. Uma vez ele faltou alguns dias para saber se seria percebido, porém, para sua surpreza, a pessoa ligou somente para lembrá-lo de que no dia seguinte seria o dia da sua "doação". Será que porque a mesma era evangélica, estava tão acostumada com o dízimo que decidiu incorporá-lo no centro espírita? Não somenente isso, é quase certo de que pessoas da masonaria estejam enfiltradas nos centros espíritas. Esse meu amigo estava sendo perseguido espíritualmente: não conseguia mais ter sonhos ou viagens astrais, era acordado com gritos horrendos que quase o deixaram louco, além das insônias, que só acabaram quando ele deixou de frequentar o referido centro. Houve informações de que ele não foi a primeira pessoa que teria saído do centro por discordarem dos argumentos da coordenadora em questão. Além das pessoas que procuram o centro não serem ajudadas por serem humildes e não poderem ajudar financeiramente, acho que isso enfraquece ainda mais a crença no espiritismo, mesmo porque a mensagem espírita sempre foi voltada para a caridade e não pelo lucro ou questões financeiras. Lembro ainda de ter ouvido em uma grande palestra de ataques ao espiritismo vindo de infiltrações nos centros espíritas. Vcs acham que devo denunciar? A quem posso recorrer? Tenho medo que isso se espalhe e que já não possamos mais frequentar os centros espíritas por falta de confiança, além de sofrer represálias espirituais. Me ajudem por favor.

eliana disse...

Infelizmente comigo aconteceu um fato identico, a diferença é que neste centro só o presidente estava com a razão, por questionar demais fui maltratada e humilhada por esta pessoa em publico
Me retirei deste centro e formamos outro.
O que atrapalha a doutrina espirita que é maravilhosa são esssas pessoas arrogantes e donos da verdade.

Gilvana Lemos disse...

Olá, sou portadora de Fibromialgia ha três anos, não acredito na doença física já que tenho saúde o bastante, todo e qualquer exame deu normal.
Sou muito cética no que se diz respeito a religião.Fui criada em uma religião que sempre descordei da doutrina ensinada, tinha muitas pré monições e visões,algum mal até consegui evitar, após a Fibromialgia tudo se foi minha força vital, sempre fui uma mulher forte e de coragem e sempre acreditei que algo muito supremo me protegia.Preciso de orientação as propostas religiosas são tantas que nem sei por onde começar.Meu corpo sofre e acredito que seja o clamor do espírito.Me ajudem!preciso me achar.

GMML disse...

Fui diagnosticada com a sindrome da fibromialgia há 8 meses. Sei que tenho mediunidade de incorporação muito desenvolvida, mas há uns dois anos não tenho trabalhado como medium e as dores tem piorado muito. Penso e sou testemunha que muitos problemas de saúde se originam das cargas energéticas que o perispirito recebe. Sou consciente disso e vou buscar tratamento espiritual para o meu caso.