03 agosto 2012

O planeta Arco-íris - Relato de uma viagem astral. Giselle Fachetti


O Espírito dispõe sobre os elementos materiais
dispersos por todo o espaço da vossa atmosfera,
de um poder que estais longe de suspeitar.
Ele pode concentrar esses elementos pela sua vontade
e dar-lhe a forma aparente que convenha às suas intenções.
Livro dos Médiuns.

Ao encerramos nossas palestras públicas sempre pedimos aos mentores de nossa Casa Espírita que tragam dos laboratórios do invisível as substâncias terapêuticas etéreas necessárias a cada individuo que participa desse nosso congresso de almas e de espíritos. Continuamos rogando a eles que diluam tais substâncias na água que sorveremos após a prece final, antes de nos dirigirmos novamente a nossas atividades cotidianas.

As referencias a esses laboratórios são encontradas nas obras básicas da Doutrina  Espírita e,  sempre os consideramos, de nossa parte, como uma realidade extra-física incontestável.

Para nossa surpresa, e satisfação, durante o encerramento de um de nossos trabalhos mediúnicos desobssesivos fomos brindados com uma viagem coletiva a um desses laboratórios, guiados pelos coordenadores de nosso trabalho de assistência espiritual.

Fomos conduzidos a um veiculo coletivo que nos parecia concreto e seguro, daqueles que nas obras de André Luiz são chamados de aérobus. Nosso grupo já habituado a viagens interdimensionais, facilitadas pelo longo treinamento na técnica do desdobramento anímico, ocupou as poltronas vazias do veiculo com alguma ansiedade e, com muita expectativa.

A viagem foi rápida porém fascinante, atravessamos o espaço sideral desviando-nos por entre pontos luminosos e, fomos ter em algum lugar que nos pareceu longínquo apesar da brevidade com que lá chegamos.

Do alto víamos um planeta. Isso mesmo, um planeta. Era multicolorido como um arco-iris , furta cor. A variação de intensidade e de tons de cores do planeta ao qual chegávamos era sutil e continua, por isso mesmo, confortável a nossos olhos. Diferente daquilo que percebemos ao observarmos os grandes painéis luminosos das grandes cidades que,  agridem nossas retinas com cores fortes e vibrantes se revezando freneticamente.

Ao nos aproximarmos do planeta Arco-íris nosso Ã?nibus reduz a velocidade de forma gradual e, nos aproximamos lentamente. Assim podemos observar os detalhes que vão se tornando evidentes aos nossos olhos.

As regiões coloridas por vezes cedem espaços a construções harmÃ?nicas com um telhado de um mosaico claro e losangular. Percebemos que as peças dessas estruturas são mais do que telhas, são equipamentos de captação da energia cósmica.

Além dos grandes edifícios de telhado branco, divisamos a superfície do pequeno planeta coberta de uma vegetação absolutamente magnífica e intrigante. São vegetais  multicoloridos como o arco-íris e, furta-cores. Plantas floridas. Flores de formas bastante diversas. A cor dança por entre essas plantas de forma suave e, em uma cadência de sublime harmonia.

Por entre os canteiros de flores transitam inúmeros seres flutuando a cerca de 10 cm do solo, sobre passarelas também brancas e, de superfície lisa como o cristal. São os trabalhadores desse local e se vestem com mantos fluidos e semitransparentes, brancos e de textura semelhante à de flocos de algodão doce.

Ao perceberem a  nossa chegada os cientistas da luz se dirigiram ao porto de desembarque, aonde são recebidos os visitantes. Nosso Ã?nibus estacionou e, fomos convidados a descer na terra da cor e da luz. Fomos recebidos com abraços aconchegantes de seres que nos eram conhecidos e queridos.  

Depois dos cumprimentos iniciais somos levados a um do prédios de telhado branco aonde existe, um auditório anexo as complexas  instalações de um grande laboratório, muito semelhante a uma usina de energia..

Adentramos no amplo auditório aonde a equipe responsável pela nossa visita planejou uma breve explicação sobre o objetivo dessa inusitada excursão.

Eles nos revelam que depois de tanto invocarmos, confiantes, os trabalhos nos laboratórios do invisível, tínhamos conquistado o direito de conhecer uma das unidades geridas pelos coordenadores dos trabalhos de nossa Casa Espírita.

Trata-se de uma unidade ligada à ColÃ?nia Esperança que produz e distribui os florais quintessenciados e as  substâncias de natureza orgânica que compõem a paleta  necessária para a cromoterapia essencial. São insumos necessários para a fluidificação das águas em nossa Casa Espírita.

Essa unidade, considerada de grande porte,  fornece essa matéria de intenso poder terapêutico a muitas outras casas de oração, hospitais, abrigos e creches.

As flores são colhidas nas extensas plantações do planeta Arco-íris. Posteriormente são selecionadas e tratadas nos complexos laboratórios desse prédio central, lá conhecido como Usina de Luz. Uma vez elaborados são transportados em grandes tonéis que se subdividem internamente como uma colméia de abelha. Diversos nichos adjacentes mas isolados entre si, que  mantém registro exato do destinatário de cada formulação.

O trabalho é ágil e especifico, pois a tecnologia astral é mais avançada que a material. Os computadores dessa unidade são programados diariamente com as necessidades de cada terrestre a ser assistido, encarnado ou desencarnado.

A energia amorosa dos trabalhadores é essencial para ativar o principio de cada medicamento astral e, é transferida pela força mental de cada um os dedicados cientistas lotados no  Planeta Arco-íris. São médicos angelicais com longo treinamento na terapia fluídica da alma humana.

Tomamos conhecimento que a prece é, também, componente fundamental da solução fluídica renovadora. As preces que emitimos amorosamente em nossos lares, em nossos grupos de oração, em nossos hospitais e campos de sepultamento são rogativas de humanos arrebatados pelo desejo puro de contato com a realidade maior.

Essa matéria humanamente gerada pelo pensamento de teor elevado é processada na Usina de luz e passa a integrar a composição do medicamento etéreo que fluidifica nossas águas. O composto transformador é antídoto para as dores incapacitantes construídas pela ignorância e pelo desamor.

Ao término da explanação saímos em excursão pela terra mágica que nos recebe radiante. Caminhamos por alamedas e ruelas, entre flores deslumbrantes que hora refletem o amarelo do sol, ora vibram com o violeta dos cristais de ametista. O desfilar de maravilhas é contínuo e, revigorante. Tocamos as plantas e sentimo-nos confiantes e iluminados.

Outros prédios menores são vistos ao longe. Nossos mestres nos ensinam que são alojamentos, escolas, unidades administrativas e de manutenção dessa grande industria do bem.

Chegamos, então,  a uma tenda junto ao um riacho de fluxo tranquilo, quase preguiçoso. Ouvíamos o barulho de suas águas correndo por entre pedras lisas. Uma brisa doce nos abraçava enquanto caminhávamos até a sombra do toldo branco.

Várias macas estavam dispostas paralelamente. Fomos convidados a nos deitarmos sobre as macas e a  nos prepararmos pois receberíamos uma energização com a matéria orgânica cultivada no planeta das bênçãos coloridas.

Deitados sobre as macas fomos cobertos com as flores luminosas. Aquelas preciosidades assumiam cores diferentes sobre diferentes indivíduos. Na altura de cada centro de força havia maior intensidade de cor. Ao recebermos as energias armazenadas nessas plantas elas iam, gradativamente, adquirindo aspecto translúcido.

Quando nosso cobertor vivo se mostrou completamente transparente inferimos  que aquela sessão de terapia especial tinha chegado ao seu termo.

Fizemos o trajeto de retorno e, nessa oportunidade fomos autorizados a colhermos daquelas flores para trazermos paras nossos irmãos da Terra. Escolhíamos um exemplar para cada pessoa em especial, conforme a sua necessidade mais preemente. Sabíamos qual espécime seria adequado para cada um.

Cada um de nós trouxe nos braços um grande ramalhete de flores do Arco-íris. E, soubemos que essa oportunidade de presentear nossos irmãos de caminhada encarnatória nos foi oferecida para que pudéssemos experimentar, em nosso íntimo, a alegria que  nossos instrutores desfrutam diuturnamente ao trabalharem por e para nós.


No Porto de luz nos despedimos carinhosamente de nossos queridos e iluminados mestres, os cientistas da luz. Entramos novamente em nosso coletivo e,  em um piscar de olhos estávamos novamente em nossa Casa espírita.
Encerramos nosso trabalho daquela noite com uma prece de profunda gratidão à misericórdia dos servidores do Cristo que nos acolhem calorosamente e prodigamente nos oferecem a bendita oportunidade o aprendizado retificador.

Um comentário:

Anônimo disse...

Muito interessante esse relato da Giselle. Vi só hj que entrei no blog. Li, imaginando estar nesta viagem. Simplesmente excelente...Pq vc parou de enviar por e-mail?!!!?