07 agosto 2014

Utilizando os nosso talentos

Cada ser humano que reencarna traz intrinsecamente capacidades pessoais de realizar algumas tarefas de forma mais fácil. A isso damos o nome de dom ou talento. Espiritualmente falando, são conquistas adquiridas pelo esforço próprio.
Temos o péssimo hábito de pensar no passado espiritual somente vendo erros, mas isso é equivocado. Também tivemos muitos acertos, sofremos muito para vencer tendências inferiores e conquistar qualidades que hoje estão conosco no dia a dia e parecem ser naturais da nossa personalidade, mas na verdade, após muito trabalho foram incorporadas à nossa maneira de ser.
A questão primordial é que ao reencarnarmos a utilização desses talentos é uma condição natural e esperada pela espiritualidade maior que conta com essas nossas características para o bom desempenho da nossa atual vivência. Quando abrimos mão de utilizar as características positivas que carregamos, abrimos brechas para que a nossa inferioridade fale mais alto.
Para evitar que isso aconteça devemos nos programar espiritualmente para exercer aquilo que já sabemos. Antes de mais nada é preciso ter orgulho de praticar atitudes positivas e espiritualizadas. Vivemos em um mundo de expiação e provas onde os chamados "vencedores" são na maioria das vezes pessoas aferradas ao materialismo com todo o cabedal de atitudes negativas que isso exige, como a mentira, o roubo, a hipocrisia, etc. Se formos nos preocupar com isso não chegaremos a lugar nenhum. Temos de conseguir sobrepujar essa barreira natural colocada pela sociedade, que cerceia as boas atitudes.
Jesus, nos seus derradeiros momentos de apostolado, rogou a Deus santificasse os discípulos que ficariam no plano carnal. Quando recorremos ao livro de João, no capítulo 17 observamos que o mestre não pede regalias e facilidades, mas suplica ao Pai que os santificasse na condição humana. E estende esse pedido a todos aqueles que acreditassem nas suas palavras e fossem seguir seus passos.
O cuidado do Rabi com seus seguidores era tanto que ele diz que santificava a si mesmo para que os seus discípulos fossem também santificados. Ou seja, ele não nos prometeu facilidades, e mais ainda, mostrou ele mesmo o caminho espiritual que devemos seguir, com trabalho, honestidade, humildade e amor.
No mundo atual onde templos suntuosos e busca incessante por dinheiro em nome de Deus estão na moda, não faz mal nenhum lembrar que os ensinamentos verdadeiros de Jesus não tem nada a ver com isso.
É tempo de exercer os nossos talentos, de utilizar aquilo que sabemos fazer de bom. Você tem o dom da escuta? Exercite o escutar amoroso. Você fala bem? Fale amorosamente com as pessoas. Assim por diante, cada um na sua característica e ritmo próprios.
Paz e luz!